domingo, 23 de maio de 2010

Melo, R.

Contar segredos, brigar as vezes, dizer verdades, ouvir absurdos e desculpar sempre.
Conhecer o humor, o olhar e as reações e ainda assim supreender a cada dia.
Cuidado, preocupação, carinho e admiração.
Cotidiano, irritação, paciência e telefone de madrugada.
Sinceridade, colo, confiança e amor.
Tempo, tempo, tempo...
Amizade sempre!

sábado, 15 de maio de 2010

Lucas


Três mêses de fofura... rsrs

quarta-feira, 12 de maio de 2010

?

É estranho saber que quem acreditei ser "o melhor" talvez não seja tão bom assim. Entretanto, é legal perceber que o que parecia "não ser tão bom assim" na verdade é insubstituível.
Acho que por essa certeza eu não esperava, mas no fundo eu sempre soube.

Te amo muito.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ai...

A pior parte de tomar um porre numa noite de farra é o dia seguinte. Você pode ter a certeza de que será o dia da dor de cabeça, não só pela ressaca, a dor física propriamente dita, mas também pela dor que sentimos ao lembrarmos que junto com um porre com os amigos sempre vem um vexame com os amigos, em um local público e com pessoas que você não conhece.
É isso que alguns chamam de "ressaca moral", algo que infelizmente não passa com um Dorflex e que será lembrado à você por seus queridos amigos ou pela sua amada consciência por um longe tempo.
O detalhe é saber que a ressaca moral nem sempre vem por conta de um excesso alcoólico, principalmente por que existem alguns momentos em nossas vidas estranhas que não precisamos ingerir nem mesmo uma gota de álcool para conversarmos com postes, chorarmos incontrolavelmente, fazermos ligações desastrosas e incovenientes de madrugada, tropeçarmos nas próprias pernas em plena via pública e, principalmente, abrirmos a boca para falarmos muitas coisas, inclusive as que deveriam permenacer em segredo.
Pior ainda é quando fazemos isso pela primeira vez, e pela primeira vez sentimos o gosto amargo da vergonha de nós mesmos e o desejo insaciável de virar fumaça... 
Como estudante de Engenharia Química espero um dia descobrir uma fórmula mágica de efeito imediato que possa salvar pessoas que apenas passaram por um momento de desespero e depois voltaram a si, com a sensação de "eu não deveria ter saído de casa ontem".

Sem mais, espero que todos tenham uma ótima semana, sem ressacas físicas, morais ou qualquer outro tipo de dor de cabeça.

Beijo, beijo, até a próxima.

sábado, 20 de março de 2010

Seu Jorge.

"(...) então vem, vamos viver a vida, meu bem, se não eu vou perder quem sou, vou querer me mudar para uma life on Mars (...)"










(trecho da trilha sonora da semana, beijo em vocês e boa semana).

sexta-feira, 12 de março de 2010

Lucas.

Depois de muitas luas, finalmente resolvi tirar a poeira deste espaço que ficou por um tempo de lado, felizmente por uma boa causa.
Estive um tempo na frenética e apaixonante São Paulo e conhecer o lugar que fará parte de um futuro próximo foi importante.
Porém, não foi exatamente esta construção de planos futuros que me levou até lá.
Algo realmente novo e especial estava esperando, e eu, no papel que me foi "dado" como um grande presente, não poderia deixar de acompanhar tudo desde o primeiro suspiro.
Sim, o Lucas nasceu.
Não, eu não sou a mãe mas sim, eu sou a madrinha! rsrs


Foi emocionante ouvir o chorinho pela primeira vez, dar o primeiro banho, passar umas boas e muito longas noites em claro e ver ele cresce e ficar mais bochechudo a cada novo dia.
Até mesmo a saudade (que, ao menos em mim, costuma doer), valeu muito a pena.
O que eu sinto agora é um amor diferente, é uma novidade que é difícil explicar e a única certeza que eu tenho é que isso tudo faz parte de mim, dos meus pensamentos e objetivos, da minha rotina e do meu coração, que vibra por qualquer nova conquista e chora um pouquinho por qualquer febrezinha... rs
Bem, nas próximas postagens apresento um pouquinho mais...rsrs
Beijos, beijos e até...










quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

"A cidade do sol"

Nos últimos dias estive pensando no que escreveria aqui hoje, talvez por isso tenha demorado tanto para fazer a tal atualização. Optei então por falar do que acabei de ler, há alguns minutos atrás.
Trata-se de “A cidade do sol” de Khaled Housseini (traduzido por Maria Helena Rouanet), o famoso autor afegão de “O caçador de pipas”. Para quem conhece alguma das obras de Housseini não existem novidades quanto sua capacidade em expressar suas tristes verdades.
De fato, para mim, seus livros são verdadeiramente tristes e são absolutamente capazes de nos levar para um mundo absurdo e nem um pouco fantasioso. E é exatamente no ponto que une o absurdo à realidade de suas palavras, que o autor estabelece a relação com seus leitores.
“A cidade do sol” conta a vida de duas meninas no Afeganistão, Mariam e Laila. Fala sobre pobreza, a vida sofrida de mulheres afegãs marcada por opressão e preconceitos, bem como de seus filhos, a guerra que acompanhamos pela televisão há poucos anos, os bombardeios em Cabul, a desgraça estabelecida pelo Talibã e, como não poderia faltar em um drama, fala sobre amor.




Em resumo, as vidas de Mariam e Laila se encontram quando estas passam a ser esposas do mesmo homem, ainda muito jovens, e consequentemente passam a sofrer as mesmas agressões por motivos fúteis e machistas, e criam seus filhos com o mesmo medo, embora não tenham o mesmo final.
Mas, para mim, o ponto importante em tudo que eu acabei de ler está na capacidade que alguém pode ter em se dedicar a outra pessoa, principalmente em situações extremas, exibida a cada nova página. Ou ainda, o respeito que se pode ter pelos sonhos e pelos esforços de alguém que não lutou apenas pela própria sobrevivência, mas que ainda conseguiu sonhar sonhos que não eram seus e se dedicar a realizá-los junto aos seus, por amor e gratidão.
Indico a leitura, para passar o tempo, para conhecer elementos de uma cultura muito diferente e para pensar em valores que hoje são quase românticos demais, mas que ainda existem, mesmo que só em situações extremas, na maioria das vezes. Afinal, fugir da realidade não combina tanto com essa postagem.
Durante o livro são citados muitos trechos do Corão e de poemas de autores também afegãos, escolhi para encerrar o que tenho a dizer hoje a última citação, que é um trecho do poema preferido do personagem Zaman:


“José há de voltar a Canaã, não se lamente,
Cabanas vão se tornar jardins de rosas, não se lamente.
Se as águas chegarem destruindo tudo que vive,
Noé será seu guia em meio à tempestade, não se lamente.”


(Hafez)







P.s: gostei de saber que existem pessoas lendo o que venho escrevedo aqui (mesmo que nem todas deixem seus comentários) e espero que isso continue. Aceito as sugestões, as críticas e os comentários também. Estou gostando disso aqui...rsrs

Beijo pra vocês e até a próxima postagem.